Flores

As flores salpicam de colorido o Ilê de Xangô

“Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu,
O girassol
Fica um gentil
Carrossel.”
Vinícius de Moraes

A beleza das flores é contagiante durante todo o ano, especialmente na primavera, quando a natureza enfeita os jardins com seu colorido, enchendo de vida o Ilê de Xangô. Oxum é a senhora das flores, do mesmo modo que das águas doces, dos perfumes, da beleza, da riqueza e da fertilidade.
A presença de Oxum é ainda mais marcante na primavera, época em que as fragrâncias florais se espalham por todos os recantos do Ilê de Xangô, que fica ainda mais alegre com o colorido das flores multicores. Como força da natureza, Oxum brinda a todos com a beleza do espaço natural, inspirando confiança e convidando a acreditar.
Sendo os Orixás forças da natureza, é dever de todos a preservação do meio ambiente, para respeitá-los e garantir o asé, sem o qual não há Orixá. Desse modo, cultuar os Orixás implica respeitar, preservar e cultuar a natureza – rios, lagos, mares, florestas… Por isso, não se permite a poluição por meio de lixo de qualquer ordem, que pode degradar o meio ambiente. Poluir é, sobretudo, ofender os Orixás.
Assim, o Ile Asé Oba Iná Sángò A-godo é um recanto em que a natureza é preservada e cultivada, para que os Orixás estejam sempre presentes e para que o Africanismo seja cada vez mais fortalecido.

Pai Sérgio de Xangô e sua trajetória de fé
Sérgio Machado, o Babalorixá Sérgio de Xangô, considera-se um instrumento de seu Orixá e do Africanismo. Iniciou sua caminhada na religião africanista e umbandista aos 21 anos, ao ingressar na Corrente de Umbanda de Mãe Tereza de Oxum, de Porto Alegre, da bacia de Mãe Eva de Ogum, de Canoas. Contudo, oito anos após, Pai Sérgio passou a integrar a Nação dos Orixás, sob o Axé de Mãe Horacina de Oxalá, com quem permaneceu por outros oito anos. Seu aprontamento foi realizado, posteriormente, sob o Axé do Babalorixá Chiquinho de Oxalá.
Pai Sérgio afirma que aprendeu com Mãe Tereza e com Mãe Horacina, além dos conhecimentos relacionados aos rituais, os fundamentos sociais da religião. Isso se deve ao fato de que tanto uma quanto a outra atuavam em trabalhos sociais e comunitários.
Já com Pai Chiquinho de Oxalá, Pai Sérgio se dedicou ao aprendizado dos fundamentos da religião africanista, sem abandonar o aspecto social e comunitário. Pai Chiquinho e Mãe Jane de Oxum, dirigentes do Reino de Oxalá e de Oxum, desenvolvem também atividades beneficentes nas comunidades onde atuam – Porto Alegre e Balneário de Quintão.
Pautado na ética e na honestidade, Pai Sérgio de Xangô cultua os Orixás, ensinando a seus Filhos de Santo o legado da religião africanista, no Ilé Áse Oba Iná Sàngò A-godô, em Gravataí.

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